Publicado por: Lula Moura | 8 Setembro 2008

Em fim, uma trilha com sol

Trilha de Sítio dos Pintos até o Banho do Negão em Aldeia

A festa da independência do Brasil, no dia sete de setembro, é sempre associada à abertura do verão no país. Nos últimos anos porém, as comemorações vêem sido atrapalhadas pelas chuvas residuais de  inverno.

Paradoxalmente ou não, esse foi o provável motivo das manifestações na lista de discussão de nosso grupo de trilhas, o Venture Bikers. Quando o nosso guia, Fernando Dornelas, marcou a trilha de final de semana já estávamos sem chuva a quase sete dias.

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Foi a trilha ser marcada para o sábado, que na sexta já começaram as chuvas, gerando um monte de e-mails comentando sobre o magnetismo pluviométrico de nosso amigo, cujos dotes aquáticos já são conhecidos e frequentemente comentados neste blog. Dotes estes que nos levou inclusive a instalarmos uma comissão interna no grupo, para estudarmos através de sua árvore genealógica o grau de parentesco com o Aquaman, ou quem sabe, com algum ascendente astrológico no signo de peixes ou aquário.

Mas desta vez, após quase seis meses, acordamos no sábado e não havia sinais de chuva. Chegamos ao ponto de encontro no Restaurante Talude às 7hrs, e já estavam todos se preparando. Assim, junto com Rebeca, completei o grupo de 16 pedaleiros que iriam enfrentar as diversas subidas da região do distrito de Aldeia.

Partimos às 7hrs 25min com o objetivo de chegamos a um pesque-pague próximo a fonte de água mineral Santa Joana, conhecido pelos grupos de trilha como o Banho do Negão.

100_1303 A região de Aldeia é belíssima, apesar de bastante habitada devido a proximidade de Recife, tem uma  mata atlântica  presente e locais ainda pouco visitados, trazendo aos aventureiros que cortam as suas trilhas, belas imagens de locais fantásticos e muito agradáveis.

As diversas estradas que levam a região são frequentementes cobertas por árvores e rodeadas de verde, comprovando ao nosso grupo toda sua beleza. Seria uma trilha ideal para iniciantes pelas facilidades de acesso e pela farta natureza presente, se não fossem as subidas.

100_1309 Foram subidas diversas. O perfil do GPS mostrou elevações que variavam até cem metros de nosso ponto de partida ao ponto mais alto, exigindo dos aventureiros muito esforço para subir no pedal e até mesmo para subir empurrando as suas bikes.

 

 

 

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Mas como nas trilhas o céu não é o limite, temos que descer. E ai sim, nas descidas todos os esforços das subidas eram esquecidos rapidamente. Tiveram algumas em que “soltamos” tudo, o meu ciclocomputador registrou 46 km/h numa descida fantástica. Adrenalina pura!

E assim foi, subindo e descendo, procurando caminhos, indo e voltando, que chegamos ao Banho do Negão às 11hrs e 10min. Um local muito agradável, que confesso, pensei ser apenas uma espécie de açude, cachoeira ou coisa parecida. Mas quando vi, fiquei surpreendido. Um ponto bem estruturado, com locais para refeição e confraternização de famílias.

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Passamos pouco mais de uma hora apreciando o local e recompondo as energias para a volta, que conforme acordado, deveria ser pelo caminho mais curto, pois o calor e as subidas pareciam já ter consumido bastante a energia do grupo.

E pondo em prática o desejo da turma, o nosso guia Dornelas tratou logo de mostrar suas habilidades na geometria analítica, aquela matéria que diz que a menor distancia entre dois pontos é uma reta, e nos levou para atravessar uma cerca e subir um morro para cruzá-lo, que segundo ele, nos daria uma grande vantagem de percurso.

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Para mim ficou claro que a geometria analítica  não deve ser aplicada em trilhas, pois cheguei a conclusão que neste caso, o menor distância entre dois pontos é o caminho que a gente conhece. Para começar, olhem ao lado o resultado da subida.

Quando chegamos sentimos logo o tipo de caminho que havia para cortarmos, melhor, o tipo de caminho que não havia para cortarmos. Era uma pequena trilha que foi se acabando até nos levar para uma mata fechada, nos fazendo sentir literalmente na pele toda situação. Eram urtigas e tiriricas que não acabavam mais. Fiquei com pena de quem não estava com calças e camisas compridas.100_1374

Finalmente encontramos a saída descendo o morro. E após muitos aranhões e queimaduras, brincadeiras e risadas, voltamos novamente para a estrada de barro, que nos levaria a conhecida e última subida, a ladeira do sabão, dando acesso a um estradão para  levar-nos a BR 101 e final ao Restaurante Talude, nosso ponto de partida.

Finalizamos nossa aventura por volta das 15hrs e 40min, com 42,3 Km percorridos, muita satisfação e milhares de belas lembranças de uma grande aventura de início de verão.

Segue abaixo mapa de nossa trilha no Google Maps e abaixo os links para a trilha no formato do Google Earth e para o álbum de fotos da aventura.

Exibir mapa ampliado

Arquivo da trilha zipado para o Google Earth. Clique

Álbum de fotos da aventura. Clique

Abraço de aventureiro.

Ass_Lula Lula Moura Instrutor de mergulho,  praticante de trekking e mountain bike. Trabalha com suporte pós venda de produtos de linha branca e refrigeração comercial.                                                                                                                                    

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Respostas

  1. Ainda bem que eu estava de camisa e calças compridas!!! A trilha foi muito show, apesar de todas as subidas, ufa que canseira!!!
    Beijão

    Beca


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