Nesta última quinta-feira, 25/07/2008, resolvi aproveitar a disposição em uma noite sem muitas coisas para fazer, e resolvi fazer uma pedalada noturna com um desses grupos de Recife que cortam a cidade de bicicleta.
Já havia tido uma experiência há alguns meses atrás, e confesso que achei bem mais relaxante e até mais seguro, as trilhas que tenho realizado com a bike. Mas resolvi ver de perto novamente, afinal são varias dezenas, e às vezes até centenas de adeptos frequentes a este tipo de atividade.
Apesar das diversas opções de grupos, resolvi ir com o pessoal da Rota da Natureza, fazia tempo que havia combinado em fazer uma pedalada com o esse grupo, além do que, daria para ir pedalando pela ciclovia da Av. Boa Viagem, pouco mais de 5 km partido da minha casa até a loja deles, local do encontro.
A previsão da saída era as 20hrs 30min, cheguei bem antes e pude ac
ompanhar a chegada do pessoal, muitos vieram de carro levando as bicicletas, mas a maioria veio pedalando. Às 20hrs já havia mais de 50 ciclistas na frente da loja devidamente endumentados para a atividade.
Muitos ainda tiveram a oportunidade de comprar algo que faltava na loja da Rota, e às 20hrs e 50 min, partimos rumo a Olinda, iríamos comer uma tapioca com queijo de coalho assado no Alto da Sé.
O grupo seguiu muito bem organizado indo pelo Recife Antigo, passando pelo Marco Zero da cidade a uma velocidade média de 17 km/h, bem light, chegando a Olinda pouco menos de uma hora depois. Só que para o nosso objetivo, o Alto da Sé, ainda faltava algumas subidinhas. Ai foi a hora vamos ver. Seria subir pedalando ou empurrando a bike, e quem decidia isso era um item muito conhecido de qualquer esportista, seja ele amador ou não, o preparo físico e técnico.
Nessa hora vi as minhas quilometragens de trilhas fazerem a diferença. Como estava no grupo da frente, só vi uns apressadinhos passando por mim a toda velocidade, e não acredito que eles não tivessem noção do tamanho das ladeiras, afinal eles viviam em Recife e deveriam conhecer o local e saber que elas não eram pequenas. Aos poucos eu e alguns do grupo, fomos passando por eles empurrando suas bikes, até chegarmos ao Alto da Sé.
Para alegria dos comerciantes locais, o grupo chegava ferozmente para repor as energias com os petiscos locais, regados aos comentários do recente obstáculo transposto. Entre estes comentários o mais engraçado que ouvir foi um de Henrique, dono da Rota da Natureza e um dos poucos que subiu "zerando" a ladeira.
Ele chegou próximo a um grupo e perguntou se alguém teria um conjunto de sapatas de freios para emprestar. Quando o pessoal se agitava para ir conseguir o que ele pedia, ele comentava — Estou precisando por que gastei os freios todo na subida. Ai era a maior onda, subir pedalando já não era fácil, imaginem ainda acionando os freios.
Após uns vinte minutos, descemos e partimos de volta para casa, desta vez pelo centro da cidade, por ruas meio as escuras e tranqüilas. Ficou fácil perceber porque há tantas pessoas fazendo estes passeios, é uma turma muito agradável, realizado uma atividade física bem prazerosa. Pena que as nossas ruas estejam tão esburacadas a um ponto tal, que a nossa maior atenção fique voltada para desviá-los, ao invés de pudermos apreciar melhor, e ao ar livre, as belezas de nossa cidade.
Dados do Passeio *
Data: 24/07/2008
Percurso – Bairro do Boa Viagem (Recife-PE) – Alto da Sé (Olinda-PE)
Total do Percurso - 38,71 Km
Tempo Total - 03:52:00
Tempo Pedalando – 02:45:56
Velocidade Máxima – 38,56 Km/h
Velocidade Média – 17,47 Km/h
* Contados a partir de minha residência
Um abraço de aventureiro.
| Lula Moura Instrutor de mergulho, praticante de trekking e mountain bike. Trabalha com suporte pós venda de produtos de linha branca e refrigeração comercial. Faça contato com o autor | |
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